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de volta aos palcos do Festival carmel

No domingo, dia 10 de novembro, os espectadores do Festival Carmel foram tomados por sorrisos e emoções quando os integrantes do grupo Chaverim os encantaram com uma apresentação vibrante e cheia de significado. O palco tornou-se um espaço de celebração, onde a música, o figurino de soldado e as bandeiras de Israel se entrelaçaram para criar uma performance única.


(Foto de dançarinos do Gupo Chaverim, posando no final da dança em cima do palco do Festival Carmel)


A energia contagiante dos dançarinos cativou a todos, não apenas os participantes e colaboradores do Grupo que assistiam, mas também todos aqueles que viram a dança no espetáculo. O público, de pé, aplaudiu, reconhecendo não apenas a coragem dos participantes e voluntárias em se apresentarem, mas também o valor da inclusão na dança. Em um momento de grande emoção, nossos participantes expressaram seu orgulho pela conquista.


Em um relato tocante, Halina (Chaja) Krybus, participante do Grupo Chaverim e uma dos dançarinos compartilhou:

"Foi incrível estar no palco e ver as pessoas aplaudindo. Me senti como uma dançarina de verdade."

(Foto de dançarinos do Grupo Chaverim sentados na cochia, aguardando sua vez de subir no palco)


Fazia anos que o Grupo Chaverim não se apresentava nos palcos, devido ao isolamento social durante a pandemia e a retomada gradual das atividades presenciais para os participantes. De início logo se notou uma dificuldade motora, afinal eles estavam há anos sem dançar. Porém nenhuma dificuldade impediria o grupo de voltar aos palcos, os dançarinos estavam empolgados e davam o seu melhor a cada ensaio. Camila Trejger, uma das coreógrafas do grupo, comentou:

“A conquista da volta aos palcos do Carmel foi um caminho de muitas emoções e conquistas de todos os lados. Nós tínhamos um único objetivo: que os participantes se divertissem no palco do festival. A empolgação deles a cada ensaio só aumentava. Por fim, chegamos a uma apresentação com uma coreografia potente, divertida e de muita emoção. Queria agradecer a todos que nos ajudaram.”

(Foto de dançarinos do Grupo Chaverim durante a dança em cima do palco do Festival Carmel)


A experiência não se limitou ao palco. Durante a roda de conversa após o show, os participantes que não dançaram destacaram como foi legal assistir à apresentação através do telão. Com detalhes ampliados pelo zoom, eles puderam apreciar aspectos da performance que, no teatro tradicional, não conseguiriam.


A participação dos participantes e voluntárias do Grupo Chaverim mais uma vez no Festival Carmel vai além de uma simples apresentação de dança. Significa fazer parte de um dos marcos culturais mais importantes da comunidade judaica brasileira. Participar de um evento de dança dessa magnitude é um reconhecimento que nosso grupo pertence e faz parte desse movimento artístico e cultural de celebrar tradições e valores. Para os nossos participantes, significa mais do que simplesmente dançar; é uma afirmação de que seu esforço e dedicação são dignos de reconhecimento, que são capazes de estarem naquele palco como qualquer outro grupo, elevando sua autoestima, confiança e segurança em si e nos seus amigos. Ester Rosenberg Tarandach, ex-presidente e cofundadora do Grupo Chaverim nos contou que recebeu diversos elogios durante e após a apresentação.

“Temos que elogiá-los sim, que venceram as suas dificuldades, anos parados pela pandemia, recuperando seu espaço na dança israeli. A felicidade é deles, que corajosamente sobem ao palco para se apresentarem dentro de suas potencialidades. O espetáculo é deles. Me sinto realizado, porque chegamos até aqui, não perdemos a oportunidade de nos apresentarmos e eles se sentirem felizes por serem os protagonistas do espetáculo. Vamos trabalhar inclusivamente. Este é um sonho, que só está crescendo e irá crescer ainda mais."

(Foto de dançarinos do Grupo Chaverim durante a dança em cima do palco do Festival Carmel)


Em uma reflexão sobre a importância da dança inclusiva, a comunicadora do grupo, Muriel Klar, enfatizou:

"Acredito que a dança tenha o poder de transcender barreiras, conectar corações e promover a inclusão. Para aqueles com deficiência intelectual e psicossocial, a dança é uma ferramenta transformadora, proporcionando não apenas um meio de expressão, mas também fortalecendo a autoestima, confiança e a sensação de pertencimento."

(Foto de dançarinos do Grupo Chaverim juntos, olhando para a câmera e sorrindo)


A dança inclusiva não é apenas um benefício para os participantes; ela desempenha um papel crucial na construção de uma sociedade mais acolhedora e diversificada. Ao celebrar a diversidade no palco, o Chaverim e outros grupos similares contribuem para a construção de uma cultura inclusiva, onde todos são reconhecidos e valorizados por suas habilidades e paixões.


Neste Festival Carmel, a dança não foi apenas uma expressão artística; foi um testemunho vivo da beleza da diversidade e da importância da inclusão. Nós, do Grupo Chaverim, convidamos a todos a repensar a forma como percebemos a arte, a habilidade e, acima de tudo, uns aos outros.


(Foto de dançarinos do Grupo Chaverim durante a dança em cima do palco do Festival Carmel)

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