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Grupo chaverim visita a exposição diálogos no escuro

No dia 19 de novembro, uma exposição única proporcionou uma experiência sensorial extraordinária, desafiando as percepções dos nossos participantes e promovendo a inclusão de uma forma inovadora. Conduzidos por guias deficientes visuais, o Grupo Chaverim foi levado a salas especialmente construídas, mergulhadas na escuridão total, onde cheiro, som, vento, temperatura e textura recriaram ambientes cotidianos, desde parques até bares.


(Foto dos participantes e colaboradores do Grupo Chaverim, junto com guias da exposição em frente ao nome da exposição)


A iniciativa, que inverteu os papéis tradicionais, permitiu que pessoas com visão se aventurassem fora de seu ambiente familiar, confiando na orientação e segurança dos deficientes visuais. Essa abordagem única proporcionou uma nova perspectiva, transformando as rotinas diárias em experiências inesquecíveis.


Durante e após a visita, o grupo teve a oportunidade de fazer perguntas que geralmente não teriam a chance de fazer a pessoas com deficiência visual, reduzindo as barreiras e promovendo uma maior compreensão mútua. A exposição, mais do que focar na cegueira, destacou a importância da compreensão, empatia e solidariedade.


(Foto do participante Décio Zatyrko provando um alimento de olhos fechados ao lado do participante MIlton Trajger)


"Foi uma exposição muito legal, muito gostosa e emocionante. O escuro te dá uma sensação diferente. É bem diferente, você não enxerga nada e nem ninguém."

Comentou o participante Décio Zatyrko, ao relembrar como foi a experiência. Assim como para ele, a experiência também não passou despercebida para os outros participantes do Grupo Chaverim que descreveram a exposição como uma vivência única e valiosa. A exposição proporcionou trocas de experiências com os guias das salas, permitindo que os participantes vivenciassem e discutissem a deficiência visual de uma maneira mais íntima.


(Foto dos participantes e colaboradores do Grupo Chaverim sentados com os braços para cima)


Apesar de alguns participantes terem expressado receios em relação à escuridão total das salas, a presença dos madrichim (colaboradores) e guias proporcionou um ambiente seguro, permitindo que superassem seus medos e completassem a experiência com sucesso. Quando questionado sobre o escuro, Décio disse que:


"Dava para se perder lá (risos), mas foi muito legal, muito da hora."

Em uma segunda etapa, fora das salas escuras, os participantes se reuniram com a curadora da exposição. Nesse momento, puderam compartilhar suas emoções, discutir como se sentiram e participar de atividades que complementaram a experiência vivenciada anteriormente. Degustaram alimentos de olhos fechados, tentaram identificar vozes em áudios gravados por outros participantes e exploraram objetos através do tato.




(Foto do participante Gabriel Sandoval sentindo um objeto de olhos fechados)


A exposição não apenas desafiou preconceitos sobre deficiência visual, mas também se tornou uma oportunidade para os participantes explorarem novas formas de comunicação, desenvolverem empatia e promoverem a tolerância em relação ao "outro". Essa iniciativa inovadora destaca a importância de eventos que transcendem as barreiras físicas, abrindo caminho para uma sociedade mais inclusiva e compreensiva. Para Décio, a experiência foi incrível, tanto que ele gostaria de ir novamente, e complementou:


"Valeu super a pena a gente ter ido, eu gostei bastante, acho interessante a gente ir em exposições assim ou parecidas."

(Foto de participantes e colaboradores do Grupo Chaverim junto com uma guia da exposição)

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