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Conversa com Dany Cohen - sobrevivente de 07 de outubro

No dia 28 de novembro, o Grupo Chaverim recebeu, durante a Oficina de Cultura e Música Judaica - Ilana Zucker Z'L, Dany Cohen, sobrevivente do massacre na rave do dia 07 de outubro, para uma conversa franca e muito necessária, considerando o momento que estamos vivendo. O evento foi aberto a todas as famílias do Grupo Chaverim, bem como seus colaboradores e voluntários, além de sócios do clube A Hebraica. A conversa aconteceu em formato híbrido e contou com a presença de mais de 40 participantes.


(Foto de Dany Cohen sentado ao lado do telão onde estão os participantes online)


Para dar início ao evento, foi exibido o vídeo elaborado pelos participantes do Grupo desejando sorte, paz, força e mais aos soldados israelenses, seguido de dois vídeos de soldados que assistiram ao vídeo enviado e estavam agradecendo ao carinho, suporte e bons desejos.


Em seguida, o Dany foi apresentado e fez uma pequena introdução sobre si mesmo, para depois contar a sua história de sobrevivência durante o atentado terrorista que aconteceu no dia 07 de outubro em Israel. Dany e seus amigos estavam na rave quando ouviram as sirenes. Ele compartilhou com todos os presentes os acontecimentos que ele vivenciou de forma cronológica, junto com seus pensamentos e sentimentos, tanto na hora quanto agora que ele está em segurança, mas a guerra continua. Após o evento, ele contou:

"Pra mim é sempre uma experiência muito gratificante poder compartilhar o relato que eu tenho, porque eu sinto que é conseguir transformar essa história de alguma forma, é poder usar dessa história e oferecer um relato para aproximar as pessoas e humanizar essas histórias, para as pessoas poderem se sentir mais próximas, que eu acho que é importante. Então é sempre uma experiência gratificante poder contar a minha história e sentir também apoio, sentir que as pessoas tomam essa história como parte delas, se apropriam dessas histórias e fazem elas irem pra frente, dão mais sentido e, claro, ajuda na nossa luta de esclarecimento hoje, sobre o que aconteceu e ainda acontece em Israel. De certa forma sinto que as pessoas me ajudam a carregar essa história"

(Foto dos particioantes da conversa com o Dany sentados em cadeiras, ouvindo ele falar)


Os participantes da conversa engajaram de forma muito atenta na conversa, levantando perguntas pertinentes e comentários importantes. Tanto os participantes do Grupo Chaverim quanto os demais convidados fizeram colocações marcantes e tiveram a chance de se expressar e conhecer um pouco mais sobre o convidado especial Dany Cohen, para ele:

"As perguntas foram muito interessantes, surgiram questões políticas, questões de segurança, questões geopolíticas, internacionais, sobre a relação entre países, e especialmente perguntas sobre qual que é a relação do Brasil, no sentido político, com Israel e principalmente com israelenses de dupla cidadania brasileira. E os chanichim também foram incríveis, fizeram perguntas e comentários super importantes, que mostram que eles se preocupam tanto comigo quanto indivíduo, como querem entender as relações minhas como indivíduo com as relações macro, entre países. É muito bonito o jeito como eles enxergam, eles me pegam como indivíduo, entendem a minha experiência individual e tentam criar um entendimento mais geral em cima disso. Eu achei muito legal o jeito como eles entram na história e querem entender melhor esses dois lados."

(Foto de Dany Cohen com as voluntárias Sarita Mucinic Sarue, Adriana Sarue Beinisch e Peggy Serur)


A conversa finalizou de forma excelente, com todos satisfeitos, tocados e mais unidos. O Grupo Chaverim luta pela inclusão desde 1995, e isso significa incluir a todos. Quando vemos uma atrocidade tão grande cometida contra um povo simplesmente por existirem, devemos sim abordar o assunto, principalmente considerando que grande parte dos participantes, voluntários e colaboradores tem descendência judaica e muitos têm família em Israel, como é o caso da participante do Grupo Chaverim Vicki Tuchmajer, que comentou:

“Eu achei ele (Dany) muito legal, é muito triste a situação que ele viveu. Eu já sabia do que tinha acontecido em Israel, mas fiquei movida com a tristeza e a preocupação. Eu tenho família em Israel e queria falar pra eles e todos que estão em Israel para que se cuidem bastante. Essa conversa foi importante porque a gente aprendeu muita coisa.” 

(Foto de Dany Cohen sentado, de costas para a câmera e de frente para vários convidados que o assistem)


Eduardo Rappaport, outro participante do Grupo Chaverim também gostou muito da conversa, e destacou a importância dela ter ocorrido:

“Eu achei a conversa muito legal. A melhor parte foi saber a história dele, como aconteceu de verdade, em Israel, nos bunkers… Essa conversa foi muito importante para a gente conhecer melhor o que está acontecendo. Se D’us quiser a guerra um dia vai acabar e eu espero que acabe o mais rápido possível.” 

(Foto de Dany Cohen, Sarita Mucinic Sarue e Peggy Serur em pé de frente para alguns convidados que assistem sentados)


Para Dany, a conversa também foi de extrema importância, pois é através da contação das histórias que manteremos vivos aqueles que perdemos, e que poderemos impactar mais pessoas a enxergarem o nosso povo como seres-humanos também, com sentimentos, gostos, sonhos e vidas.

"A importância dessa conversa é que a gente consiga ter relatos para passar pra frente e humanizar essas histórias. Encontros assim possibilitam que a gente consiga criar proximidade, ver alguém que esteja na sua frente que esteve lá, naquele dia, e que consiga gerar uma empatia nessa pessoa, fazê-la se sentir mais próxima; e também ter a chance de perguntar coisas do individual, porque vemos muitas narrativas globais, ou a nível federal, nacional, mas temos as narrativas individuais que vão mostrando detalhes e peculiaridades, deixando as narrativas globais mais vivas"

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