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Entrevista - Agatha Hencsey

Atualizado: 15 de fev. de 2023

Madrichá (monitora) do Grupo Chaverim há anos, Agatha conta sobre como foi conquistada e passou a fazer parte da história da instituição.


Glossário

Madrichim - monitores (plural)

Madrichá - monitora

Chanichim - participantes do Chaverim (plural)

Chanich - participante do Chaverim (singular)


Agatha Hencsey

Agatha tem 39 anos e é formada em psicologia. O motivo da escolha de sua profissão, ela mesma explica.


Quis fazer esta faculdade pois quando pequena, a irmã de uma amiga nasceu com Síndrome de Down, e por preconceito na época, ouvi de várias pessoas que ela não "seria ninguém". Como tinha um pai psicólogo e uma mãe professora, houve uma estimulação desde cedo. Vi ela falar francês, hebraico e inglês ainda pequena... Sempre foi muito risonha e alegre.
Não sabia exatamente o que era estimulação precoce, ou pessoas com deficiência, mas falei para minha mãe que gostaria de transformar pessoas que não "seriam ninguém" em pessoas felizes que podiam fazer o que quisessem!

Atualmente atua como monitora nas atividades de fim de semana, momento em que nossos participantes visitam diversos lugares na cidade de São Paulo e realizam atividades no Clube Hebraica, sempre acompanhando a sociabilização dos participantes do Chaverim.


Ela conta um pouco sobre sua história no Grupo Chaverim.


Há quanto tempo está no Chaverim e como você o conheceu?

Há 14 anos! Conheci através da bibliotecária da Hebraica que soube que eu queria trabalhar com inclusão e me falou sobre o grupo.



Como madrichá, qual é seu principal objetivo com os chanichim nas atividades?

Que se sintam pertencentes à sociedade, protagonistas de suas vidas e acolhidos.

Isso de forma leve e divertida, onde cada experiência seja única.



Em que momento você percebeu ou percebe que fez diferença e conseguiu seu objetivo?

Quando vejo um olho brilhando por uma conquista, descoberta e/ou recebo um abraço bem apertado de um chanich ou familiar em forma de agradecimento.


Como foi realizar as atividades de fim de semana pensando na sociabilização dos chanichim em meio à pandemia?

Inicialmente, a preocupação era que se sentissem acolhidos e continuarem, mesmo que de forma diferente, com sua vida social. Porém, fomos aperfeiçoando com erros e acertos as atividades onde, assim como o presencial, pudessem aprender, refletir e se divertir com seus amigos.

E como tem sido o realizar as atividades presenciais e online?

Bem bacana, pois percebemos que muitos chanichim que nunca vinham presencialmente participam no online e muitas vezes tentamos juntar ambos para que possam se ver.


Como você vê o desempenho dos participantes agora, ao retornarem do isolamento da pandemia para as atividades presenciais?

Inicialmente estavam ansiosos para saber como seria e se um dia voltaria ao "normal". Cheios de expectativas e ansiedade! Cada vez mais estão se apropriando das atividades e retomando a serem protagonistas de suas escolhas e vontades.



Qual foi o momento mais marcante no Chaverim que você lembra?

Minha festa de casamento junto aos chanichim e familiares! Receber amor de todos que sabiam que faziam parte dessa linda história!


Como você espera que o Chaverim esteja daqui uns anos?

Que possamos atender cada vez mais chanichim para que mais pessoas tenham liderança, realizações, aprendizados e mais diversão em suas vidas.



Defina o Chaverim em uma palavra.

Realização.

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